Posted in Sem categoria on 14/05/2015 by nacao

Achei que era furacão,
tempestade em alto mar que vem e causa grandes estragos.
Me enganei,
era só chuva de verão.
Mar calmo não faz bom marinheiro.

Desabafo

Posted in Sem categoria on 08/05/2015 by nacao
Oi, como você tá?
É, eu também to levando..
Sabe, fiquei pensando ontem a noite em tudo o que você me disse, você sabe que eu sou assim do tipo que imagina diferentes cenários. Foi um fim, não foi?
Justo agora quando a gente tava bem, apesar dos sinais de que não, e eu já conseguia imaginar você mais presente na minha vida. Quando depois de tanto tempo começei a me permitir..
Sabe, é dificil encontrar uma pessoa que compartilhe da mesma loucura que você. E em você eu sentia isso, sentia aquela coisa adolescente sabe?
Enfim, me desculpa por falar isso agora. Queria ter dito tudo isso ontem a noite quando subi com você até seu carro mas preferi não falar nada. Respeitei sua decisão. Engoli a vontade de gritar que, pra mim você era importante, porra! Segurei a vontade de te dar um último beijo.
Você disse que estávamos em páginas diferentes, concordo. Você era razão e eu muito mais emoção (ou séria o contrário?).
O que eu realmente queria te dizer é que sinto que isso não foi um ponto final. Ta mais pro fim do capítulo. Não vou te esperar, ja passei dessa fase. Mas o destino é meio maluco e quem sabe o que pode acontecer. Minha porta vai ta sempre entreaberta pra você.

Manifesto dos relacionamentos modernos

Posted in Sem categoria on 08/05/2015 by nacao
Uni-vos irmãos
pois os tempos são difíceis.
Tempos onde é necessario pedir mais amor,
por favor.
Onde exaltam-se virtudes nas redes sociais
mas escassam-se sentimentos nas rodinhas de amigos.
Levantemos então a bandeira contra relacionamentos
onde quem demonstra menos é quem ganha mais.
Façamos um panelaço
exigindo mais abraços.
Oremos pois o mundo cada vez mais liberal,
onde até a Sandy ja fez sexo anal
preza cada vez menos uma conversa real.
Façamos então um movimento
Lutemos
Reivindiquemos o direito de sentirmos o amor.
O direito de andar e ver poesia em tudo,
o direito de roubar beijos e ser recompensado.
O direito de sentir-se vivo e importante pra alguém.
Pois hoje, caros amigos
em um mundo onde cada mais tudo nos é acessível
a crise não é hídrica mas sim lírica.

do seu lado

Posted in Sem categoria on 23/01/2015 by nacao

Você me pergunta porque viro a cara pra você

o porque do clima estranho e das escassas conversas.

Reconheço que ha algum tempo as coisas estão estranhas entre nós,

bizarro, não?

.

Você, que sempre foi meu herói,

hoje vira coadjuvante nos meus dias.

.

Odeio isso,

não quero

não gosto, quero reverter isso!

Mas a cada olhar de reprovação

a cada implicancia

desnecessária, eu me afasto.

.

Pois sinto que ao seu lado eu sou anulado

que não sou digno de carregar seu sobrenome

que sou a ovelha negra.

E a cada dia que esse pensamento me assola

maior fica o abismo entre nós.

.

Mas maior que o abismo

é meu medo

dele crescer em tamanha proporção

que nem mesmo vôo de balão possa enfim supera-lo.

Te amo,

mas não posso te ensinar a reconhecer seus erros.

Resta então estar aqui fazendo a minha parte

e esperando que você faça a sua.

“(…) gosto de muitas coisas ao mesmo tempo e me confundo inteiro e fico todo enrolado correndo de uma estrela cadente para outra até desistir” – Sal Paradise, On the Road

Posted in Sem categoria on 07/01/2015 by nacao

ecos

Posted in Sem categoria on 24/11/2014 by nacao

Inserido numa realidade ele se sente perdido
assim como os momentos que viveu e mal consegue lembrar.
Respira e inspira o final de mais um dia
Contando os dias em vão.

Da voz as milhares de vozes ecoando na sua mente
pra no final descobrir que todas se anulam e faz-se o silêncio.
Mudo
surdo
sufocante e reconfortante.

Deseja apenas o mais simples
mas que também se faz complexo.
Visto em filmes e velhos livros.
Amigos de longa data que lhe sorriem
e sussurram em seus ouvidos que isso é como um carro passando através da névoa.
Difícil de enxergar o caminho, muitas vezes frio e capaz de provocar pânico.
Mas ele sabe
(ele precisa saber!)
que tudo isso é pra testar sua fé.

A neblina logo irá dissipar 
apenas pra mais uma vez mostrar a costa verde,
a areia fina e o som das ondas na rebentação.
E o riso será farto
E as conversas sem fim.

Pra eu jamais esquecer

Posted in Sem categoria on 01/10/2014 by nacao

Ela acontece todos os dias,
dentro de cada um de nós.
Todas as vezes que abrimos os olhos olhando adiante
ou em que os mantemos fechados e olhando para dentro.
A construção é um trabalho sem fim,
e por isso maravilhoso.
A perfeição deve ser execrada,
a construção deve ser exaltada.
E que se construa muito,
incessavelmente,
incansavelmente,
incomensuravelmente.
Que se construa uma grande casa de espelhos
que reflitam todas essas milhares de almas
e que de longe todos os espelhos formem um grande brilho,
mais potente que a lua,
a refletir nossa alma irmã.
Que a construção do novo
venha da edificação das novas ideias
mas também da desconstrução das erradas.
Aliás, que se desconstrua tudo que é amargo,
tudo que machuca,
tudo que afasta,
tudo que segrega.
E que se construam mais áreas comuns e menos estacionamentos,
mais campos verdes ensolarados e menos guetos sombrios,
mais praias coletivas e nenhuma mais particular.
Que a construção seja infinita
e por isso plena.
Que preencha cada parte de cada galáxia gigante
que existe dentro de cada universo humano,
do universo que carrega pesos e ergue edifícios,
do universo que sonha tão alto que se ensurdece à cacofonia urbana,
do universo que dorme mal, mas pensa nos que dormem nas ruas,
do universo que arde de ódio por ver tanta injustiça
mas sabe que o ódio deve sim mover por justiça,
mas jamais ser o prisma tampouco o objetivo.
O objetivo é o amor, sempre foi e sempre será.
Ele é a força maior que impulsiona a construção,
é a argamassa que faz tudo ficar firme
e que une cada tijolo,
cada ombro irmão.
A construção não precisa de gritos aos amigos
e sim de pedras aos inimigos,
pois enquanto os destruidores nos separam com tristezas, buscas eternas por perfeições estúpidas e desgraças
também se juntam em gritos e aos gritos para proteger tudo que garante
que sejam eles, e sempre eles, a calçarem as botas que nos mantém esmagados.
Por isso digo, meus irmãos de obra, que sejamos mais determinados e menos derrotistas,
mais esperançosos e menos severos conosco,
pois a obra, esta grande obra, precisa de muito cimento,
de muito amor
e de cada uma de nossas imperfeições e diferenças.
E que a construção comece já e continue para sempre,
dentro de cada coração,
dentro de cada construtor,
pois a grande obra precisa agora do suor de nossa felicidade
não do sangue de nossa miséria.

Nenê Altro